O trabalho de pesquisa a seguir tem a intenção de retratar e argumentar sobre a fotografia como obra de arte contemporânea, registrando imagens pré-estabelecidas.








Passei por um grande processo de aprendizagem quando comecei a produção destas imagens, a minha decisão e pensamento foi o pensamento visual e sem palavras, utilizando a fotografia como fim para minha produção conceitual. Conscientemente, ao fazer as imagens, procurei produzir de maneira formal, traduzindo um conceito de fotografia.
Acredito que uma pessoa pode entender a fotografia de uma forma não-verbal, mas não posso escrever um livro não-verbal, pois há um monte de palavras no livro. Portanto, há algumas idéias que são expressas apenas em termos de fotografias, e não são expressas em palavras. Concentrar a mente do espectador para um olhar particular, apresentando uma forma em que elas possam se comunicar.
Utilizando a fotografia em linha reta, tirada com uma câmera digital, sem o uso de recursos como o Photoshop e/ou colagens e outros tipos de intervenções posteriores ao registro, consigo levantar muitas outras questões, definindo parâmetros limitados. Tentando descobrir a forma como uma câmera funciona, ou um sensor que traduz o mundo e o transforma em outro objeto.
A mesma coisa com os retratos: as expressões faciais mudam a todo instante e, consequentemente, muda seu sentido expressivo. Desta forma, o observador de uma determinada expressão facial pode fazer pré-julgamentos diferentes, mesmo que inconscientemente. Fixando uma fisionomia mesmo que desenhada, esta mutação de significado expressivo também se altera, dando assim um significado particular a cada indivíduo fotografado. A personalidade do retratado não mais se projeta sobre a imagem ou sobre o observador e sim a informação do contexto do ambiente fotografado e o desenho em sua face. São retratos anônimos.
Quando Barthes, em seu livro A Câmera Clara, nos fala do punctum, elemento de singularização de uma fotografia, diz-nos que não surge intencionalmente. Posso daí estabelecer relações com a tradição antiteatral da pintura e com Diderot, ficcionando a ausência do espectador. Tendo como inspiração fotógrafos como Struth, procurei reações semelhantes, porém com o recurso de máscaras confeccionadas por mim, com feições preestabelecidas, afim de vencer a teatralidade, utilizando pessoas próximas a mim, de contato direto e certo grau de intimidade.
Iberê Romani
Entrevista com Iberê Romani no Programa Esquina da Cultura, apresentado por Marta Corrêa, realizado no dia 06/01/2011.
Iberê fala de sua nova trajetória na fotografia de moda e de seus projetos.


Iberê Romani e Marta Corrêa

Iberê Romani e Marta Corrêa

Iberê Romani e Marta Corrêa

Iberê Romani e Heloina Paiva
Programa ESQUINA DA CULTURA
Exibido todas as sextas às 20:00hs pela TVE –JUNDIAÍ
http://tve.jundiai.sp.gov.br/sitetve/portal.nsf/V03.02/index?OpenDocument
Apresentação: Marta Corrêa
DIREÇÃO: Heloina Paiva





















Fotografias: Iberê Romani
Livraria da Vila, dia 10 de agosto de 2010, fotos Iberê Romani.
11/08/2010: Metrópolis – TV Cultura
04/08/2010: Metrópolis – TV Cultura
Iberê Romani